Cerca de 300 pessoas se reuniram em Brasília nesta quinta-feira (24) na plenária convocada pela CSP-Conlutas em conjunto com outras organizações como o FST (Fórum Sindical de Trabalhadores), Intersindical, COBAP, MTST, várias entidades sindicais e populares.
O objetivo do evento era traçar uma pespectiva de luta para o movimento diante dos ataques que estão sendo acenados pelo governo Dilma.
A atividade começou com palestra sobre conjuntura ministrada pela coordenadora da organização brasileira Auditoria Cidadã da Dívida Maria Lucia Fattorelli. A coordenadora fez uma analise sobre as propostas do atual governo de Dilma Roussef que segundo ela tem o objetivo de manter o superávit primário, arrochar o salário mínimo, atacar os serviços e servidores públicos. "Todas essas propostas visam honrar os compromissos com o banqueiros para pagamento da dívida pública que consome mais da metade do orçamento da União", disse.
De acordo com Maria Lucia, frente a esse quadro é necessário que os trabalhadores lutem e se mobilizem. Ela ainda ressaltou a importância da manifestação realizada pela CSP-Conlutas no Senado ontem (23) durante a votação do salário que foi reajustado para R$ 545.
A nossa Central esteve presente com uma delegação que fez pressão sobre os parlamentares e ocupou as galerias da Câmara e do Senado. A iniciativa obteve grande repercussão na grande imprensa. A CSP-Conlutas também participou do ato em Brasília que lançou a campanha salarial dos servidores públicos federais na semana passada.
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http://noticias.uol.com.br/album/110216minimo_album.jhtm#fotoNav=22
Na semana passada o governo havia aprovado esse valor na Câmara dos Deputados. As duas votações ocorreram num verdadeiro rolo compressor cujo combustível é o famoso “é dando que se recebe”.
Nossa Central defende a necessidade de unificarmos a luta em defesa de um salário mínimo e aposentadorias dignos com a luta em defesa dos servidores e dos serviços públicos, como pelo fim do fator previdenciário e contra qualquer flexibilização de direitos.
Os movimentos precisam se organizar para enfrentar os ataques do governo Dilma. O salário mínimo aprovado é vergonhoso, ainda mais quando os mesmos parlamentares que aprovaram esse valor deram para si um reajuste de 62%.
Vamos exigir:
Salário Mínimo valorizado com reajuste substancial;
Em defesa dos servidores e dos serviços públicos;
Em defesa dos direitos previdenciários e da aposentadoria;
Em defesa e ampliação dos direitos trabalhistas;
Correção da tabela do imposto de renda;
Solidariedade às vítimas das enchentes.
Contra despejos e remoções sem alternativa e por moradia digna aos trabalhadores.
Deu na grande imprensa:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2011/02/23/interna_politica,239493/centrais-sindicais-deixam-o-senado-antes-da-votacao-do-minimo.shtml
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2011/02/24/interna_politica,239523/senado-mantem-o-minimo-de-r-545.shtml
http://www.jusbrasil.com.br/politica/6629921/csp-conlutas-lota-galerias-do-senado-e-exige-reajuste-do-minimo-igual-ao-dos-parlamentares
Foto dentro da matéria: Richard Casal - COBAP
Foto Manchete: Fábio Rodrigues